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Vem conhecer Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas!

Ei, vamos falar sobre Machu Picchu? Ir à Cidade Perdida dos Incas é um item obrigatório na lista de todo viajante: “lugares para conhecer antes de morrer”. Mas, não basta vir até aqui somente para colocar os olhos nessa paisagem “feiosa”, tem que conhecer um pouquinho da história desse lugar também! Vem comigo, vou contar tudinho! Você sairá daqui se sentindo, praticamente, um Inca!

A cidade perdida dos Incas foi construída no topo de uma montanha, e está cercada por três outras: Machu Picchu, Huayna/Wayna Pikchu e a Happy Montain (a menorzinha delas). O que muita gente não sabe é que a cidade em si, não se chama Machu Picchu, mas sim, a montanha grandona, que aparece em destaque nas fotos. O nome da cidade foi perdido e até os dias atuais, não temos informação se como ela se chamava! Mas, se você chamá-la de Machu Picchu, todo mundo entende!

Olha as montanhas aí! Foto: Pixabay.

Na crença dos Incas, as montanhas eram deuses que davam proteção à Machu Picchu. Não é a toa que essa foi a única cidade não encontrada pelos colonizadores espanhóis! Coincidência, será?

Ela começou a ser construída em meados do século XV, e, diferentemente do que muitos pensam, não era uma cidade comum, mas sim, universitária. Os Incas eram feras em conhecimento e mesmo com a falta de tecnologia, davam um show em técnicas de construção, plantio e estudos astronômicos.

Casas universitárias. As moradias eram separadas por sexo.

E, imaginem, chegaram a construir um lugar só para a transmissão de conhecimentos! Sinta a riqueza desse lugar! Os estudos e as técnicas eram todas passadas de geração em geração e pasmem: de boca à boca! Esse povo não tinha linguagem escrita!

Por falar em construção, você vai ficar babando ao escutar o quão evoluídos eles eram. As pedras usadas para erguer a cidade variam em peso, indo de 10 kg a 20 toneladas. Os muros foram todos feitos por encaixe, ao estilo quebra cabeças, afinal, eles ainda não conheciam o cimento!

Outra coisa, as rochas não são do vale! Como eles trouxeram esses bebês de 20 toneladas até o topo de uma montanha? Os pesquisadores encontraram esse tipo de pedra a centenas de quilômetros dali. A resposta para essa pergunta? Um mistério!

Portas e Janelas da Cidade Perdida.

Os Incas tinham baixa estatura, cerca de 1,50 m os homens e 1,20 m as mulheres, então, quase todas as portas da cidade são pequenininhas. Você terá que abaixar a cabeça muitas vezes, se for maior que isso! De acordo com a cultura, os imperadores não caminhavam, eram carregados em palanques, em cima dos ombros dos serviçais. Então, nas principais ruas da cidade, as portas são mais altas para que permitissem a passagem a eles. Observe!

O Peru sofre bastante com terremotos, os Incas sabiam da situação e construíram a cidade inteira preparada para isso. As paredes não têm 90º, como de comum, mas sim, uma pequena inclinação com “janelas” para que as reverberações dos abalos perdessem força e não desmoronassem as construções. Olha! Elas duraram até os dias atuais! Não é genial?

Paredes inclinadas, com janelas para dispersar os abalos.

Experimente berrar nessas “janelas”! Não dá eco algum! O som sai abafado!

Outra coisa: a astronomia! Os Incas baseavam seu conhecimento pelo calendário lunar e pela posição dos astros. Assim, era possível identificar em qual mês estavam e quando começar o plantio de certos grãos. O Observatório Astronômico se localiza em um dos pontos mais altos da cidade, obviamente! O céu é o limite!

Observatório Astronômico (ao topo)  e muros do Templo do Sol (à frente) .

Eles controlavam as horas também! Fizeram uma sala especialmente para isso, nela, se encontram dois espelhos d´água no chão. E, de acordo com a posição do sol e o seu reflexo na água, eles sabiam o horário do dia. Oras! Olhar diretamente para o sol machuca os olhos! Nada melhor que acompanhá-lo por um espelho! Sensacional!

Espelhos d´água, Machu Picchu.

A cidade era dividida por setores: moradias, templos, observatórios e área de plantio. Sim, eles também faziam o cultivo de alimentos, o que tornava a cidade autossustentável. Nem o terreno íngreme parou os Incas, que cortaram as montanhas e fizeram plataformas em forma de escada para otimizar o terreno.

Cidade de Machu Pichu, vista de trás. Plataformas de plantio.

Essas plataformas terminam do nada! Sim… você olha escada, escada e de repente.. um fosso! Lá embaixo tem um vale gigantesco! Apesar das técnicas avançadas, essa adaptação na montanha matou muitos trabalhadores em sua construção, digamos que eles tiveram uma “pequena” queda ao ar livre. Olhar para baixo arrepia!

Tem até aventurinha, olha o vale lá embaixo!

E você vai sentir essa sensação também! Como parte do passeio, você contorna a cidade em uma trilha estreitinha, de um lado paredão de rocha, do outro, o vale!

A religiosidade dos Incas sempre esteve presente em suas construções. Existem diversos templos espalhados pela cidade e entre eles, o Templo do Condor. O condor é um animal tipicamente andino e com muito significado para os Incas, acredita-se que a ave é responsável pela condução das almas dos mortos na passagem ao céu, ela é quem faz a conexão do espírito com os deuses. Imagina ver um condor aqui?

Escultura em rocha natural que representa um condor em pleno pouso. Veja, as duas rochas formam suas asas abertas e ao chão, a cabeça e bico da ave.

O Templo do Sol, única construção em círculo de M.P., está voltado para o solstício de inverno. Nele se observa a principal fonte de água da cidade, as três paredes em homenagem aos ventos e o templo da Pachamama (Mãe Terra).

Templo do Deus sol e terraços de cultivo ao fundo.

Por fim, com a chegada dos espanhóis, os Incas tiveram o seu foco alterado. Sim, guerras e resistência aos colonizadores. Por esse motivo, a cidade recebeu o nome de “the unfinished city” (cidade inacabada). Mas, fica aí a reflexão: que cidade até hoje está acabada? Estamos sempre em constante transformação, as cidades sempre estão em crescimento.

Machu Picchu, Peru.

Infelizmente, Machu Picchu morreu, mas a sua história não pode ser esquecida! Esse lugar é um paraíso na terra, eu tive a honra de conhecê-la e por isso, sou muito grata. A energia desse lugar é incrível, e, dando continuidade às crenças Incas, a palavra que a define é PROTEÇÃO.

E aí? Gostou desse post? Então vem comigo que tem muito mais! Não deixe de fora o Vale Sagrado dos Incas:

Machu Picchu: a Cidade Perdida dos Incas. Como chegar? Dicas e Gastos.

As maravilhas do Peru: Vale Sagrado dos Incas

Caminho alternativo para Machu Picchu: Trilha Salkantay

Libriana, concursada e maluca por viagens! Ama sua mochila e não dispensa um carimbo no passaporte! Meta de vida é dar a volta ao mundo. Quer estar em cada pedacinho dele. Trintona, não pensa em casar e ter filhos. Só pensa em viajar! Gosta de gente e não dispensa uma boa festa. Cômica ,falante e muito direta! Quer incentivar as pessoas a tomarem coragem e meterem a cara nesse mundão! Afinal, a vida está lá fora! BORA! @aninha_rnct