Vamos dormir? 5 hospedagens que vão ficar na memória

Quem nunca ficou sonhando em se hospedar naqueles lugares lindos que tem no instagram? Imagina dormir em um iglu na Finlândia vendo a aurora boral? Um resort na indonésia no meio da floresta?

Pois bem, esse post não vai ser sobre isso! Se prepara para conhecer os 5 lugares mais diferentes que já dormi.

1. Hotel Cápsula

Houve uma época em que só se falavam dos tais hotéis de cápsula no Japão. O espanto foi geral: “como que conseguiriam dormir em um espaço tão pequeno?”; “Parece aquelas gavetas de necrotério!” A imaginação rolou solta e não pude deixar de conferir como que era.

A ideia de dormir em cápsulas surgiu da necessidade de espaço, que estava se tornando um problema para os japoneses. Me hospedei no Capsule Hotel Asahi Plaza Shinsaibashi, próximo ao centro de Osaka.

Primeiramente, cada andar do edifício era específico ou para homens ou para as mulheres, não compartilhando espaço com pessoas do sexo oposto. Segundo, o ambiente da ala feminina era dividido em: área de armários com cadeados para malas maiores, área com espelhos para maquiagem, área recreativa com poltronas e televisão, área de banho (com sauna, hidromassagem) e a área das cápsulas.

Eram três corredores com cápsulas nos dois lados da parede, tendo dois andares para dormir. No check-in a gente ganhava um número de uma cápsula (como se fosse a chave do quarto) que permitia ligar a luz, a ventilação e, acredite, algumas ainda tinham televisão.

Ao contrário do que todos imaginavam, as cápsulas eram grandes, sendo possível ficar sentado, e não havendo a sensação de caixão. A experiência com certeza valeu!

2.  Rede no meio da floresta amazônica

Eu já havia acampado diversas vezes, dormido em rede na praia, mas nunca imaginei que dormiria em uma rede no meio da mata!

A ideia era aprender como se virar no meio da floresta. O nosso guia nos coordenou na montagem das redes com seus mosqueteiros; a fazer os nós nas cordas que prendiam e que deveria sustentar o nosso peso durante a noite toda. Pediu para buscar gravetos, acender uma fogueira e preparar nossos próprios pratos e colheres a partir das folhas e caules.

As minhas habilidades com o facão não eram tão boas quanto as deles, mas consegui fazer alguma coisa parecida com uma colher. A comida foi toda assada diretamente na fogueira e ficamos noite a dentro conversando.

Na hora de dormir, já todos em silêncio, a floresta acordava. os bugios gritando de longe. Barulhos nas árvores, insetos e outros macacos. Algumas vezes parecia que estavam muito próximos de nós pela altura do som.

Fiz esse passeio com a Iguana tours, empresa turística de Manaus. Foram 3 dias e 2 noites, com observação de jacarés, pássaros, botos e golfinhos. Pesca de piranhas e trilhas no meio da mata. Experiência única!

3. Centro comercial em Hong Kong

Para nós isso é estranho, para eles é normal. Fizemos a reserva do quarto e até ai tudo parecia que seria mais uma estadia sem muitas surpresas. Acontece que os quartos ficavam em um andar dentro de um prédio comercial. Mas pensa naqueles comércios que tu mal consegue andar de tanta gente vendendo, comprando e gritando.

Calmaria era o que não tinha. Mentira, a noite o comércio fechava e era bem tranquilo para dormir. Durante o dia que chegava a ser engraçado sair do elevador e se deparar com um monte de pessoas querendo te vender algo, uma comida, um passeio, tudo!

Para quem prefere um pouco de paz, recomendo fortemente em dar uma pesquisada melhor na localização. Para nós, foi puro divertimento. Estávamos no centro de Hong Kong, que, assim como o Japão, sofre com a falta de espaço. O estado frenético faz jus ao conceito de cidade que nunca dorme.

4. Bangalô em Bali

A Indonésia encanta a todos que foram e os que pretendem ir um dia.

Ficamos hospedadas no Bangalô Swann Inn, não chiquérrimo como o que vemos por ai, mas lindo e bem astral! Ficava numa rua estranha, apertada, meio suspeita; na primeira vez que fomos até deu um certo medo de entrar . Era tão estreito que nem carro passava.

Os bangalôs eram rodeados por árvores e flores. Ficam próximos à floresta dos macacos em Ubud. Essa hospedagem não poderia faltar na lista, porque mesmo sendo uma estadia simples, e “normal”, não tem explicação para acorda, abrir as janelas e sentir a paz que vem da mata. Tomar café da manhã apreciando a vista e aproveitando o ventinho da manhã antes dai sair por ai e o calor vim com tudo.

5. Saco de dormir no deserto da Austrália

Dormir sem barraca, sem isolante térmico, com um saco de couro em volta do saco de dormir. Foi assim, morri de frio porque não estava preparada para isso (e também não me liguei que no deserto cai a temperatura durante a noite). Entretanto, foi a noite mais linda que já vi.

Um dos benefícios de ficar longa de cidades é a ausência de luz artificial. Mas por que isso é um benefício? A luz artificial gerada pelas casas, postes, semáforos e carros ocultam o brilho das estrelas. Conforme a gente se afasta das grandes cidades, como no interior, já é possível enxergar um céu com mais estrelas, mais claro, mais bonito. Agora, imagina um lugar que nem casa tem por uns bons km!

Apesar do frio não me deixar dormir bem, o céu mais estrelado que já vi, compensou.

E você, onde foi o lugar mais diferente que você já dormiu?

 

Dominique Rubenich

Gaúcha, 25 anos, formada em Biomedicina. Viajante pelo mundo, já tive a oportunidade de desfrutar das belezas de 26 países e pretendo aumentar ainda mais esse número. Amante de novas descobertas, culturas diferentes e pessoas cheias de histórias. Dizem que quem não viaja lê apenas uma página, não é? Bora ler o livro todo!

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.