“Sorry, I don’t speak English!” 5 dicas para se virar em qualquer lugar

Muitas pessoas ao redor do mundo viajam mesmo sem falar outras línguas estrangeiras além de suas línguas maternas, desconsiderando este fator que, muitas vezes, pode nos colocar em uns perrengues sérios, dependendo da circunstância e do país.

O fator aventura, aquela vontade de simplesmente ir, geralmente fala mais alto do que outros aspectos e aí, quando menos se espera, por circunstâncias da vida, podemos ir parar numa vilazinha no meio do nada (literalmente), rodeados de pessoas que não falam nenhuma língua que nos pareça familiar e, muito menos, o nosso bom português.

Uma boa parte dos viajantes que não falam outros idiomas além de seu próprio, geralmente contrata intérpretes que falem a língua local ou compram pacotes de viagem em grupos que incluam um guia, que possa dar conta desta parte linguística (e essa pode ser uma excelente solução para situações mais pontuais, mesmo que vá cobrar o seu preço), minimizando possíveis complicações.

A dúvida é: falar inglês, então, vai resolver todos os problemas? Nem sempre (infelizmente) mas já vai ajudar (e muito!) na maioria das situações! Com certeza, será muito melhor do que nada!

(Foto: Jeferson Toledo Vechi)

O inglês, certamente, se tornou a língua mais difundida no mundo nas últimas décadas e, portanto, assumiu o título de ser o que se considera como uma “língua internacional”.

Obviedades à parte, haverá momentos em que mesmo falando inglês, naquele determinado país, com aquela parte da população local, não será possível encontrar muitos falantes do idioma (por ‘n’ motivos: históricos, sociais, culturais… assim como no Brasil).

Em linhas gerais, a “regra” é de que exista uma probabilidade maior de encontrar falantes de inglês dentre a parcela mais jovem da população e nas cidades mais importantes (capitais ou turísticas) de cada país porém, como para toda a regra há exceções, não podemos contar com isso todo o tempo.

Nunca podemos esquecer de que cada país possui pelo menos uma língua oficial e, teoricamente, será esta a língua que deveríamos utilizar enquanto estivermos neste país, para nos comunicarmos com os locais. Claro que, seria humanamente impossível falar todos os idiomas do mundo, por isso o inglês, muito frequentemente, serve como uma espécie de “língua intermediária” para facilitar a comunicação.

(Foto: Jeferson Toledo Vechi)

Deixamos aqui algumas dicas que poderão ajudar se você estiver em um lugar, tentando se comunicar em inglês (mesmo que básico e com dificuldades) mas a outra pessoa não falar absolutamente nada além de sua própria língua:

1) Gestos:

Sim, gestos tendem a funcionar em muitos casos (por mais engraçado que isso possa parecer!), até porque a linguagem corporal representa um percentual de comunicação muito maior do que a linguagem verbal em si. O único risco é que você acabe utilizando algum gesto que possa ser ofensivo no país, que represente alguma outra coisa que não tenha o mesmo significado do que para nós, brasileiros… aí, criaremos um problema maior ainda;

2) Guias de conversação:

Tente levar guias de conversação de bolso, se for o caso, para línguas mais específicas, que você não está disposto naquele momento a aprender mas que servirão para resolver situações de emergência. Você os encontra na maioria das livrarias e não custam muito caro. Além destes guias impressos, certamente, existem versões em formato de aplicativo que podem ser baixados grátis da internet. Providenciá-los antes da viagem é muito importante;

3) Danke schön und hvala ljepo:

Recomenda-se que, até por uma questão de demonstração de respeito pela outra cultura, você aprenda algumas expressões simples nos outros idiomas, assim como os cumprimentos e, principalmente, aprenda a dizer “obrigado” na língua dos locais que perceberão o quanto você está tentando e que, muito provavelmente, por isso, ajudarão com boa vontade;

4) ¡Español! :

Para viagens na América do Sul e Central, assim como em vários lugares da Europa, falar um pouco de espanhol fará toda a diferença e esse seria um segundo idioma sugerido para sua preparação linguística. Portanto, quanto mais você souber de inglês e de espanhol (primeiramente), mais confiante e independente você se sentirá para transitar pelo mundo!

5) Food:

Uma última dica: pesquise os nomes das comidas locais, no idioma local, antes de ir… comida será necessidade básica e nem sempre você encontrará restaurantes de fast food e será bem interessante, até por questões de saúde, saber minimamente o que você está ingerindo como alimento e vai ser um desafio divertido aprender a pronunciar os nomes dos pratos típicos em russo, em árabe, em chinês, em húngaro, em alemão ou seja lá em que idioma for!

(Foto: Jeferson Toledo Vechi)

De resto, aproveite para descobrir tudo o que puder porque uma boa parte da experiência será sempre o aprendizado de cada momento, com cada pessoa que você conhecer e a quantidade de histórias que você poderá contar na volta, incluindo todas as palavras novas, em muitas línguas, em outros alfabetos.

(Foto: Jeferson Toledo Vechi)

Jeferson Toledo Vechi

Jeferson, 34 anos, brasileiro, do sul. Professor de inglês e de espanhol, viajante, leitor, escritor de memórias, colecionador de moedas e de cartões postais. Eterno estudante e apreciador de línguas estrangeiras e do mundo em si.