Agência DCPM
6 de junho de 2019

Sim, eu vivo viajando porque esse é meu calmante

(AVISO: Esse post não tem a intenção, de forma alguma, de ridicularizar ou diminuir a importância de qualquer medicamento e/ou antidepressivo. Saúde mental é coisa séria e merece ser respeitada.)

IMAGEM: Pixabay

 

 

Viver viajando?
Sim, eu vivo viajando!

Eu tenho o prazer e o privilégio de viver viajando. E quando digo isso, a reação das pessoas geralmente é combinar uma cara de espanto, inveja e desconfiança e me questionar como consigo. Chega então a hora de me retratar: conheço poucos países (ainda!) e não sou nem de longe expert em roteiros. Não sou rica, agente de viagens nem nômade digital (novamente: ainda!).

Eu vivo viajando porque durmo e acordo pensando no meu próximo destino. Deitada sobre meu travesseiro, idealizo as próximas aventuras e vou tecendo cada fiapo da experiência que está por vir. Porque gosto tanto de mudar de ares que encaro qualquer oportunidade de colocar o pé na estrada, mesmo que isso inclua um passeio à cidade vizinha. Aliás, arrisco a dizer que viajante que não explora a própria cidade não aproveita o melhor de suas viagens, também.

Viver viajando não tem nada de luxuoso, porque viajar é um estado de espírito. Quando, afinal, uma viagem começa? Pra mim, começa no planejamento, e eu sempre tenho uma no papel. Naquele momento em que você começa a economizar nas compras para juntar dinheiro para a passagem, sua viagem já existe. Quando vira melhor amigo de alguém que conheceu numa rede social qualquer porque ele já visitou seu destino dos sonhos. Ou quando descobre um paradeiro incrível e ainda pouco conhecido e vai aumentando a sua lista de lugares para conhecer antes de morrer.

Viajar vai muito além de comprar passagens e conhecer um lugar novo. É uma das poucas experiências que é prazerosa em qualquer etapa: antes, durante e depois. Da mesma forma que não se inicia no embarque, uma viagem não acaba quando termina. Fica para sempre nas fotos, nos sabores e cheiros que lembram determinado lugar. Naquela amizade que você fez e vai te acompanhar pela vida inteira. Na música que tocava no barzinho onde você tomava cerveja, e, finalmente, na pessoa nova em que a viagem te transforma. Sim, porque é impossível ir e voltar o mesmo.

É por isso que, hoje, eu tenho orgulho em dizer que vivo viajando: porque essa é minha prioridade. Pode não ser agora, mas o mochilão pela Ásia vai sair, a volta ao mundo vai sair, e cada pesquisa de roteiro ou passagem que faço me deixa um pouquinho mais perto dessa meta. Porque é isso que me faz mais feliz, mais inteligente, mais perceptiva em relação ao mundo e às pessoas. Porque cada um com suas prioridades, com seus vícios, e viajar é o meu Rivotril.

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