Variedades

O tempo nos ensina a lidar com nossos sentimentos e atitudes

Esse título poderia dar a entender que vou comentar sobre a obra “O tempo e o vento” do escritor Érico Veríssimo. Desculpe se criei uma expectativa que não será cumprida. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, porém a junção de tempo e vento vem ao encontro do que senti esses dias dirigindo em uma estrada para o interior.

Sempre gostei muito de dirigir. Para mim, é uma terapia. É na estrada, comigo na direção que sinto que tudo na minha vida está em minhas mãos: O caminho a ser escolhido e qual direção seguir.

No trajeto, pensei em como curar a dor, não a dor física como um corte no dedo ou uma dor de cabeça, mas a dor de uma saudade, a dor existencial, a dor de já não mais se encaixar em certos ambientes e em certos comportamentos.

Aí bate aquele desespero de querer uma resposta, uma solução imediata para sumirem as dores, pois não é fácil lidar com algo que dói, mas não sangra, não está quebrado, não é visível aos olhos.

Ao percorrer um longo caminho na estrada (que leva um tempo em que já estou com alguns pensamentos colocados em ordem) junto com a gostosa sensação do vento (que entra pela janela do carro, me fazendo sentir viva), percebo a importância desses dois agentes invisíveis que me ajudam a ter um conforto na alma.

O tempo nos ensina a lidar com nossos sentimentos, nossas atitudes e quem sabe um dia acordar e perceber que algo está diferente, que internamente “a casa” foi arrumada, muitas coisas estão nos seus devidos lugares e temos aquela sensação que mais uma tormenta passou. Esse temível tempo que nos faz envelhecer, faz também entendermos acontecimentos que, em um primeiro momento, não tem nem pé nem cabeça. É como aqueles filmes que no começo nada está claro e ao decorrer da história são dadas pistas, peças são colocadas de forma que a gente fale: “Ah! Agora sim! tudo faz sentido”. E porque será que queremos sentido em tudo, né? Acho que um dos segredos da felicidade é não procurar sentido em tudo. Tem coisas que não terão uma explicação de modo que você fique satisfeita com a resposta.

E aí o tempo entra em ação também: se não tem explicação, então com a passagem dos dias, semanas, meses, anos, só fica algo na lembrança ou é esquecido de vez. É uma benção nossa memória não guardar tudo.

E o vento? Se há um conselho que posso dar é, em momentos de tristeza, sinta o vento te tocar. O vento, no seu movimento, mostra que muita coisa será levada para bem longe, ao mesmo tempo em que ele acaricia sua pele fazendo você se sentir viva e de que tudo vai ficar bem. Em algum momento, quando eu tiver coragem, para ter uma overdose de sentir o vento, vou saltar de para quedas. Imagine a sensação de liberdade e quanta coisa não vai passar na cabeça nesse curto espaço de tempo entre o pulo ao ar livre até chegar em terra firme! Deve dar um chacoalhão para a vida, já imaginaram?

E aí galera, o que acharam do texto? Não se esqueçam de me seguir no Instagram @flamoraes.sim

Formada em comunicação, adora filosofia e apaixonada por ler e escrever. Instagram @flamoraes.sim

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