Turismo

Como foi o 10º Encontro DCPM no Jalapão?

Boa galera, nos dias 3 e 4 de março de 2018 fomos ao Jalapão, para um encontro de viajantes, fizemos um roteiro muito bacana e conhecemos os principais pontos de lá.

O Jalapão já é um destino muito conhecido por vários apaixonados pelo ecoturismo e turismo de aventura. Fica no estado do Tocantins, a região encanta por suas águas abundantes, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, rios encachoeirados, nascentes e impressionantes formações rochosas.

Sem mais delongas vamos ao nosso roteiro, que foi planejado pela agência RBK 4×4 Jalapão

1º Dia

Saímos de Palmas com destino a Ponte Alta do Tocantins, nossa primeira parada para um café da manhã e para tirar uma foto da turma

 

 

Cachoeira da Velha

No rio Novo, é a maior cachoeira do parque e uma de suas maiores atrações. Tem grande volume de água cristalina mesmo na época da estiagem – entre maio e setembro  – em duas quedas em formato de ferradura com cerca de 100 metros de largura e 15 de queda livre. Olhando de cima e conforme o ângulo, o formato lembra o mapa do Brasil. Conta com uma passarela e um mirante de onde se pode contemplar a cachoeira e a mata ao redor e, dando sorte, um pouco da fauna local. O banho não é permitido por questão de segurança, já que é um grande volume de águas revoltas. O nome, de acordo com os locais, deve-se a uma mulher que vivia nas proximidades da cachoeira e amava demais aquelas águas e, depois de morrer, seu espírito permanece no lugar.

Foto: Márcio Julião

Prainha do Rio Novo

O Rio Novo tem muitos bancos de areia na margem, mas a mais conhecida e visitada é essa. Fica logo abaixo da Cachoeira da Velha e impressiona pela brancura da areia e transparência da água, que forma uma espécie de piscina natural translúcida rodeada pela mata virgem, num ambiente de muita paz e calmaria. Impossível resistir ao convite para um mergulho. Mas, cuidado: o rio tem fortes correntes subaquáticas que exigem cautela.

Serra do Espirito Santo

Embora, atualmente, essas montanhas estejam divididas e ganhem nomes diferentes, estudos indicam que elas eram todas interligadas, formando uma única cadeia montanhosa. Mas, como o arenito se desintegra com facilidade, com o passar dos anos, a chuva e o vento esculpiram no coração do Brasil a paisagem que hoje apreciamos.

Aqui, na Serra do Espírito Santo, temos alguns exemplos bem claros de como esse processo acontece. Em uma das extremidades da serra está o Morro do Saca-Trapo, que resiste fortemente à ação da natureza. Ainda assim, aos poucos, está perdendo sua característica original.

 

Foto: Márcio Julião

 

Foto: Márcio Julião

Dunas do Jalapão

Surgiram a partir da erosão das serras rochosas da região ao longo do tempo, e são a segunda razão pela qual a região é chamada de deserto – a outra é a baixa densidade demográfica. As dunas são um espetáculo natural cuja altitude varia de 200 a 400 metros, de onde se descortina a bela paisagem de areias que refletem a luz solar em variados tons de dourado mesclado com o azul dos rios e, aqui e acolá, do verde da vegetação rasteira típica da região e dos buritizais que vicejam à beira de nascentes. Das dunas se pode avistar a Serra do Espírito Santo, as veredas de capim dourado e os lagos que são como oásis no meio do deserto. Objetos encontrados ali indicam que o lugar já foi o fundo de um oceano.  Assim como no mirante da serra, o nascer e o por do sol são espetáculos à parte, que compensam qualquer dificuldade para se chegar às dunas.

 

E assim se encerrou o nosso primeiro dia, depois das Dunas nosso destino era Mateiros, parada para comer e descansar. Nos dividimos em duas pousadas e jantamos todos juntos em um restaurante de lá.

2º dia

O segundo dia talvez tenha sido o mais esperado por todos (e por mim), vamos fazer os fervedouros e a cachoeira do Formiga

Fervedouro do Ceiça

O Fervedouro do Ceiça encontra-se em Mateiros. Como o terreno é frágil o atrativo possui um limite capacidade de carga. Só é permitido no fervedouro seis pessoas por vez, com tempo máximo de permanência de 20 minutos. Os visitantes podem esperar numa pequena estrutura de apoio no local. O atrativo turístico, que é particular, está aberto todos os dias, das 6h às 18h e custa R$20.

Foto: Halline Marie

Cachoeira do Formiga

O nome é por causa do rio Formiga. É uma queda pequena que forma um poço grande de águas em tons esverdeados que lembram esmeralda. A água é muito transparente e mesmo no lugar mais profundo pode-se ver a areia calcárea branca e fina. Ao redor dessa piscina natural, a vegetação é exuberante e lembra a mata atlântica, com palmeiras, samambaias e muitas árvores com bichos pulando pra lá e pra cá. Como outros encantos do Jalapão, fica em propriedade particular e paga-se R$20 pela visita. Também é permitido acampar e nesse caso, é necessário levar provisões e cumprir a exigência  – válida para todo o Parque Estadual do Jalapão – de não deixar qualquer espécie de lixo.

 

Fervedouro Bela Vista

Tudo que envolve o fervedouro encanta. São as matas ciliares que moldam o lago de águas cristalinas e borbulhantes e o impacto de boiar nas águas, uma experiência inesquecível. O Fervedouro Bela Vista é o maior e mais conhecido do Jalapão e custa R$20 para entrar, tem capacidade para 10 pessoas e cada turma pode ficar 20 minutos.

Foto: Halline Marie

Foto: Adriano Reis

Cachoeira das Araras

Nosso último ponto,

A Cachoeira das Araras é uma parada estratégica para quem está saindo de São Félix do Tocatins a caminho de Palmas. Ela é um ótimo refresco e também excelente ponto para almoço antes de pegar a estrada até a capital. A Cachoeira não tem uma queda d’água muito grande, mas o paredão de pedra repleto de verde dá um tom maravilhosos ao visual. A violência da água não é tão grande, o que permite chegar bem perto da queda e até mesmo andar por trás dela.

A temperatura da água é perfeita para dias de calor e logo depois de entrar na cachoeira o corpo já estará acostumado com a temperatura. É possível aproveitar o grande poço de água ou mesmo ficar sentado nos banquinhos naturais feitos com troncos de árvores que estão dentro da cachoeira. Uma delícia para fechar a viagem pelo Jalapão.

Foto: Augusto Carneiro

 

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Fontes:
Turismo Tocantins 
Melhores Destinos 

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