Agência DCPM
17 de setembro de 2018

As melhores trilhas do Brasil #10 – Travessia Lapinha x Tabuleiro – MG

A travessia Lapinha x Tabuleiro

A travessia Lapinha x Tabuleiro, é uma das mais belas e cobiçadas trilhas do Brasil, pois durante esse incrível trekking na região da Serra do Cipó, o aventureiro tem o privilégio de contemplar uma natureza exuberante, com vales verdinhos, cânions imponentes, montanhas à perder de vista, uma rica fauna e vegetação de cerrado e mata Atlântica, rios de água cristalina e inúmeras cachoeiras.

São 41km de trilhas, que você vai percorrer 3 dias de caminhada, iniciando no Arraial de Lapinha da Serra – Santana do Riacho – MG, passando pelo Parque Estadual Serra do Intendente e terminando na portaria do Parque Municipal do Tabuleiro, no vilarejo de Tabuleiro – Conceição do Mato Dentro – MG, onde fica a magnífica Cachoeira do Tabuleiro, com seus impressionantes 273 metros de queda d’água e um visual de tirar o fôlego! Essa é a cachu mais alta de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil! Uma das 7 maravilhas da Estrada Real, você sabia?

Para encarar essa aventura, é necessário se planejar com antecedência e ter um condicionamento físico razoável.  Há também a possibilidade de se fazer uma travessia de 2 dias, com aproximadamente 28km, mas que provavelmente não irá visitar todos os belos atrativos da região.

Se você preferir, é possível também visitar apenas a parte baixa da Cachoeira do Tabuleiro, através da entrada no Parque Municipal do Tabuleiro, onde é cobrada uma taxa de visitação de R$ 10,00.

Como chegar?

Para fazer essa trilha, temos que ir para a cidade mineira de Belo Horizonte e de lá, partir para a região da Serra do Cipó, mais precisamente para o vilarejo de Lapinha da Serra, que fica a aproximadamente 143km de distância de BH e leva umas 3 horas de viagem.

Pra chegar lá, você pode:

  • Contratar um passeio, que leva os aventureiros de van da Rodoviária de BH até o destino.
  • Pegar um ônibus da rodoviária de BH até Santana do Riacho pela empresa Saritur (consulte dias, horários e preços nesse link) e, de lá, pegar um ônibus até a Lapinha, mas que pelo que fui informada, só roda nos finais de semana. A melhor opção é contratar um transporte lá mesmo, pois há muitos moradores que estão preparados para apoiar os turistas fazendo esse traslado.
  • Alugar um carro em BH e seguir até o km 94 da rodovia BH-10, onde fica a entrada do parque.

Os parques

Ao fazer a travessia, passamos primeiro pelo parque Estadual Serra do Intendente e terminamos no parque Municipal do Tabuleiro, cada qual com suas regras e horários para visitação.

Para saber mais detalhes sobre a melhor época para ir, atrativos, orientações gerais aos visitantes e horário de funcionamento, estão nos sites oficiais dos parques:

  • Parque Estadual Serra do Intendente (No meio da travessia), nesse link.
  • Parue Municipal do Tabuleiro (No final da travessia), nesse link.

Vale a pena visitar também, pois fica na mesma região:

  • Parque Nacional da Serra do Cipó, nesse link.

Sempre recomendamos que qualquer trekking seja realizado com acompanhamento de um guia credenciado e dentro da temporada de montanha, que vai de maio a setembro, pois há menos riscos de acontecerem tempestades com raios e, no caso dessa travessia em particular, se você for no período das chuvas, quando a cachoeira está com seu volume máximo de água, não será possível visitar a parte alta ou a parte baixa da cachoeira, por causa do perigo de trombas d’água. Se liga na visão!

Onde ficar?

Há várias empresas que operam turismo ecológico na região e algumas delas oferecem hospedagem e alimentação durante os dias de trilha. Essa travessia foi realizada com a empresa Bambu Aventura (Instagram: @bambuaventura) em parceria com a equipe Graver Rio (Instagram: @graverrio), que incluíram no pacote a hospedagem em uma casa exclusiva para o grupo, com acomodação em quarto coletivo (beliches) , wifi e banho quente, além de café da manhã da roça e almoço mineiro feito no fogão de lenha.

É possível também uma opção mais em conta, com pernoite em camping, mas você terá que levar sua própria barraca e saco de dormir (mais peso na mochila cargueira). Consultamos na região, e os campings preferidos pelos trilheiros são o da casa da Dona Ana Benta (primeiro pernoite) e o camping do Seu Zé e da Dona Maria (segundo pernoite). Não acampei em nenhum dos dois lugares, mas foram super bem recomendados pelos trilheiros com os quais conversamos, pois têm banho frio de graça e banho quente por R$ 5,00, além da comidinha caseira feita no fogão de lenha por R$ 25,00 a refeição.

Camping do Seu Zé e Dona Maria (Foto: @cristravels)

O que vestir?

As temperaturas nessa região de serra variam muito! Saca deserto do Atacama? Pois é! Durante o dia você vai caminhar debaixo de um sol de 40 graus e, à noite, vai encarar temperaturas que variam de 5 a 10 graus, sendo assim, é super importante estar adequadamente vestido para evitar desconfortos. Preparamos aqui uma lista básica.

Proteção da cabeça:

  • Boné ou viseira.
  • Touca de lã.
  • Óculos escuros.
  • Protetor de ouvido (algumas pessoas são mais sensíveis ao vento).
  • Bandana para o rosto (Há muita poeira fina na estrada de ida e o frio pode ressecar os lábios).
  • Protetor labial (A exposição ao sol é quase constante).

Proteção do tronco e membros superiores:

  • Blusa segunda pele.
  • Fleece (casaco feito de tecido parecido com flanela, que age como isolante térmico, sendo leve e respirável).
  • Anorak ( Apenas para os mais friorentos. É uma espécie de jaqueta com gorro confeccionada com materiais espessos e resistentes. É uma vestimenta bastante utilizada pelos praticantes de esportes ao ar livre com a finalidade de proteger a parte superior do corpo contra o vento e muitas vezes também oferecem proteção contra chuva e neve).
  • Luvas de trekking.

Proteção dos membros inferiores:

  • Calça segunda pele e calça de trekking.
  • Meia térmica de inverno.
  • Botas de trilha.

DICA: É interessante fazer o esquema “cebola”, no qual você sai pela manhã já vestido com todas as peças de roupa que vai precisar e,vai tirando as “camadas” ao longo do caminho. Não esqueça de colocar a roupa de banho por baixo! Se esquecer vai ter que pagar nudes em pleno cerrado mineiro! Se liga!

O que levar na mochila cargueira?

Isso vai depender muito do seu tipo de hospedagem e da quantidade de dias em que você pretende concluir a travessia, que se for feita de forma mais tranquila e com paradas mais longas, deve levar 3 dias, mas, dependendo do roteiro, dos locais a serem visitados e do ritmo de caminhada do grupo, pode ser feita em apenas 2 dias. Nós recomendamos a travessia de 3 dias, pois assim será possível conhecer e curtir com tranquilidade todos os atrativos dos parques.

Planejamento é tudo e, no caso de uma travessia de 3 dias, mais ainda! A cargueira deve conter apenas os ítens básicos para a trilha, ou seja, evite levar peso desnecessário para passear. Não pense tanto em levar ítens que proporcionem conforto, pois eles podem pesar muito e fazer você cansar mais rápido, então dê preferência a estar bem disposto para aproveitar melhor a natureza exuberante que está à sua espera. Já pensou chegar em uma linda cachoeira cheio de dor nas costas? Se liga!

Preparamos para você, leitor esperto do DCPM, uma lista bem bacana com tudo o que você vai precisar para ter uma aventura inesquecível e sem passar perrengue!

Mochila cargueira:

  • A mochila cargueira deve ter 45L(+10) de capacidade se você for fazer uma travessia de 2 dias e não for acampar.
  • Para travessia de 3 dias, com ou sem acampamento, a sua mochila cargueira deve ter pelo menos 70L de capacidade.

DICA : O maior inimigo é o peso! Pese a mochila já pronta na balança do banheiro, pois não pode ter mais que 16% do seu peso corporal.

Para dormir (se for acampar):

  • Saco de dormir (dê preferência aos sacos que suportam temperatura entre zero e -5 graus. eu dormi dentro de uma casa, numa das camas do beliche e meu saco de dormir de 5 graus não deu conta do frio).
  • Isolante térmico (tapete de borracha que serve para ser colocado entre o chão da barraca e o saco de dormir).
  • Barraca individual (de 1000 a 2000 mm de coluna de água. Se for na temporada de montanha, quando chove menos).
  • Uma lanterna que seja possível pendurar e pilhas extras (Não é permitido fazer fogueira).

Roupa extra:

  • 2 Camisas Dry fit
  • 1 Roupa para banho
  • 1 Calça, que pode ser legging ou trekking
  • 1 Fleece
  • 1 Camisa segunda pele
  • 1 Calça segunda pele
  • Roupa íntima adequada para a quantidade de dias
  • 2 Pares de meias

Equipamentos :

  • Bastão de caminhada (muito útil para o equilíbrio com a mochila pesada)
  • Lanterna de cabeça (fundamental para o caso de caminhada noturna)
  • Colher, caneca de alumínio e pote plástico (o pote pode servir para levar alimentos e ao mesmo tempo ser seu prato)
  • Saco estanque (Em caso de chuva forte, ele evita que a água molhe seus documentos e dinheiro)
  • Saco para roupa molhada
  • Toalha microfibra (É leve e seca rápido)
  • Capa de chuva (pode ser descartável, pois é mais leve)
  • Itens de higiene pessoal (escova de dentes, pasta de dentes, sabonete pequeno, etc)
  • Repelente (O problema não são os mosquitos e sim os carrapatos! Praticamente impossível voltar de lá sem um ou mais deles agarrados em você 😉
  • Filtro solar (abuse! A trilha é praticamente toda exposta ao sol)
  • Merthiolate, Bandaid e comprimido para dor
  • Lenço umedecido (Acho melhor do que levar papel higiênico)
  • Chinelo (É muito útil nas paradas para banho em cachoeira e para andar dentro da sua hospedagem. Vamos economizar os pés, né? Eles vão andar muito!)

Comida e bebida:

  • Devem ser levados lanches leves como sanduíches, barras de cereal, mix de nuts, biscoitos leves, banana desidratada, maçã, ovos, gel de carboidrato, café solúvel, leite em pó, saquinhos de chá, saquinhos de arroz (daqueles que é só colocar na água quente), sopas instantâneas e o clássico, macarrão instantâneo. (você vai precisar de energia para a caminhada e de alimentos que te mantenham aquecido).
  • 1 litro de água.
  • 1 litro de isotônico.

DICA 1: Não é necessário levar mais de dois litros de água, pois há vários rios e cachoeiras no caminho, onde é possível reabastecer as garrafinhas.

DICA 2: Algumas pessoas mais sensíveis costumam utilizar comprimidos de Clorin para tratar a água, antes de consumir.

DICA 3: Embalagens devem ser descartadas e até o ar deve ser retirado dos pacotes, ou seja, leve o mínimo possível para a sobrevivência, afinal, serão 2 ou 3 dias, caminhando uma média de 6 horas por dia, com uma mochila cargueira pesada nas costas. Você verá que 100 gramas contam muito!

1º dia de travessia

Logo na chegada no Arraial de Lapinha da Serra, você se encanta com esse simpático vilarejo, pois todas as casinhas, por mais simples que sejam, são super bonitinhas e parecem ser cuidadas com muito carinho. Você percebe também que é um povo super simpático e hospitaleiro, sempre com um sorriso no rosto e um dedo de prosa pra trocar.

Após o café da manhã no Camping das Bromélias, com direito a geléia de goiaba e pão de queijo, ouvimos as instruções do guia o Ed (Instagram: @edsandrodesouzagomes), que nos orientou para andarmos sempre juntos, não jogar lixo na trilha, não levar nada do parque, não alimentar animais da região, entre outros cuidados básicos que qualquer trilheiro consciente tem que ter. Nunca é demais lembrar a máxima “Tire somente fotos, deixe apenas pegadas e leve só lembranças”.

Camping das Bromélias em Lapinha da Serra (Foto: @cristravels)

 

Café da manhã mineiro (Foto: @cristravels)

Mochilas cargueiras nas costas, partimos para a entrada da trilha fica pertinho do camping e bem no final de uma rua de terra, que não é difícil de achar, pois você vai ver uma grande movimentação de grupos de montanhistas e a galera de mountain bike indo naquela direção. Sim! Muitos ciclistas também vem pra essa região para fazer trilhas de bike. Ouvi falar que são as melhores do Brasil, mas fica pra um próximo post.

OBS: Não é cobrado ingresso de entrada, pois essa região não faz parte de nenhum parque.

Toca pra subir! (Foto: @cristravels)

Logo no começo, passamos pelo maciço da Serra do Breu, mas não se engane com o terreno plano, pois na sequência começamos a subir bastante na montanha, passando por um caminho repleto de pedras. Quanto mais você sobe, mais a paisagem vai se revelando espetacular e já é possível avistar a belíssima cadeia de montanhas da Serra do Breu.

A belíssima visão do Pico do Breu (Foto: @cristravels)

Depois de uma hora de trilha, o nosso primeiro ponto de parada é a Capelinha de Pedra, onde descansamos um pouco da subida, tomamos água e tiramos algumas belas fotos, pois o visual fica cada vez mais lindo à medida que subimos a serra. O guia nos avisou que essa seria o último ponto de onde poderíamos avistar a comunidade da Lapinha.

Primeira parada na Capelinha de Pedra (Foto: @cristravels)

E toca pra subir! depois de mais algum tempo de subida na Serra, finalmente um alívio! Cruzamos a belíssima planície que mais parecia uma savana africana, com vegetação rasteira característica de cerrado, alguns cursos de água e uma visão incrível do Pico do Breu.

Na trilha, é possível observar a grande diversidade da flora e da fauna, além de curiosas rochas pontiagudas presentes em toda a área.

Lugar lindo demais! Parece que você está em outro mundo! (Foto: @cristravels)

CURIOSIDADE: Se Não souber em que direção está indo, basta olhar para onde as pontas das rochas estão apontando, pois será sempre em direção à Lapinha. Legal, né?

Mais algum tempo de trilha depois, iniciamos novamente uma subida, dessa vez para alcançar a passagem dos Ingleses, onde há um lindo cruzeiro cheio de fitas.

O Cruzeiro, com uma vista privilegiada! (Foto: @cristravels)

OBSERVAÇÃO: É possível fazer um caminho mais leve, contornando o Pico da Lapinha, porém esse caminho geralmente é utilizado nas travessias de 3 dias.

Por volta de meio dia, e depois de 7KM de trilha, chegamos ao nosso segundo ponto de parada nas margens do rio Parauninha, (ou prainha), dessa vez com 45 minutos para descanso, banho e almoço. As águas do rio são geladas e bem cristalinas. Parece um oásis no meio do deserto.

Segunda parada! ufa! dessa vez para almoçar (Foto: @cristravels)

 

Mesmo com a água muito gelada, é impossível resistir a um mergulho #sqn. Foi só pra fazer a foto mesmo (Foto: @cristravels)

Mochila nas costas novamente e partimos em direção ao tabuleiro. Mais uma vez, a natureza nos surpreende e nos contempla com lindas planícies e uma vegetação belíssima, com diversas plantas e flores características do cerrado mineiro. O Sol bate forte e, depois da planície, se inicia uma nova subida. A partir desse ponto, na crista do Espinhaço, já entramos na área do Parque Estadual Serra do Intendente.

Toda a beleza do cerrado mineiro! Aqui se inicia o Parque Estadual Serra do Intendente (Foto: @cristravels)

 

No caminho certo! Vem Tabuleiro! (Foto: @cristravels)

Depois de uns 10 km de trilha, é possível notar a mudança radical da vegetação, que passa de cerrado, para vegetação característica de Mata Atlântica, com árvores altas e plantas mais verdes. O clima fica bem mais ameno e agora o sol já não castiga tanto, pois é possível se abrigar nas sombras das árvores. É incrível perceber essa mudança, pois você sai de uma paisagem praticamente desértica, para uma floresta verdinha. Impressionante!

A vegetação muda radicalmente! vem sombrinha! (Foto: @cristravels)

Depois de 14km percorridos, por volta das 16:30h, finalmente chegamos no nosso ponto de apoio para pernoite. Uma casa simples mas super bem cuidada, com quintal verdinho, dois quartos, sala, banheiro e uma cozinha com fogão à lenha.

Nosso ponto de apoio no primeiro dia de travessia (Foto: @cristravels)

DICA: Vá muito bem agasalhado, pois durante a noite a temperatura chega fácil a 8 graus. É frio mesmo!

2º dia de travessia

 

Após o café da manhã, iniciamos a caminhada por volta das 9h da manhã, pois esse era o segundo dia de trilha e, se houver atraso, há o risco de terminar a trilha já no escuro, o que não é recomendado.

O dia amanheceu bem frio e nublado, o que diminuiu bastante a visibilidade, por isso, é muito importante que se faça esse trekking sempre na companhia de um guia credenciado pelo parque, que vai saber orientar sobre os melhores caminhos a seguir e a pegar atalhos, caso seja necessário.

O frio é intenso e a neblina não nos deixava saber o caminho! (Foto: @cristravels)

Por volta das 10h da manhã o céu abriu e o sol voltou a aparecer, foi quando passamos pelo belíssimo Cânion das Bandeirinhas. Se tiver tempo, vale a pena parar para tomar banho e tirar lindas fotos.

Um cânion de tirar o fôlego! (Foto: @cristravels)

Dentro do Parque, você vai encontrar diversas casinhas, sítios e até fazendas, que são propriedade particular,  então toda vez que passar por uma porteira, sempre a deixe fechada, ou os animais podem acabar fugindo. Seja um aventureiro responsável! Não vai deixar os bois saírem pra um rolê, hein!

Olha a porteira sô! mantenha fechada! (Foto: @cristravels)

Mais algum tempo depois, finalmente chegamos primeiro ponto de parada do dia, o mirante da Cachoeira do Tabuleiro, de onde é possível avistar a imponente cachoeira do Tabuleiro de frente. A queda de água de 273 metro de altura impressiona, e é tão alto, que a água nem chega a cair diretamente no poço e vai se dissipando pelo caminho. A vista lá de cima é de cair o queixo, um espetáculo da natureza. Tem que ir pra ver! É uma das 7 maravilhas da Estrada Real!

É uma cachoeira impressionante! a água nem chega a tocar no poço, pois se dissipa antes! Muito alto! (Foto: @cristravels – De mãos dadas com o guia pra não cair lá embaixo! Obrigada Ed!)

Depois de visitar o mirante e se encantar com essa visão espetacular, chegou a hora de visitar a parte alta da Cachoeira do Tabuleiro! Sim! o visitante pode admirar essa vista sensacional bem de lá de cima, de onde começa a queda d’ água.

Antes de chegar na parte alta da cachoeira, passamos por uma série de pequenas cachoeiras e quedas d’água, em um cenário mais uma vez encantador. Há mais uma parada, dessa vez de 45 minutos para almoço, banho e fotos.

Várias cachus incríveis no caminho! (foto: @cristravels)

 

Um lugar mágico! (Foto: @cristravels)

 

Piscinas naturais por todos os lados! (fato: @cristravels)

 

A parte alta da cachoeira

Seguindo em frente até o final desse caminho, se chega na parte alta da cachoeira, onde são permitidas apenas poucas pessoas por vez, justamente para evitar o risco de acidentes. Para ver o poço lá embaixo, o visitante tem que se deitar na parte plana da pedra e se esgueirar até apenas colocar a cabeça para fora da beira, pois há ventos fortes que podem te derrubar lá embaixo. Não é permitido ficar de pé ali de forma alguma e os guias são bem rigorosos quanto à isso.

O esquema é bruto e se cair morre! não pode ficar em pé! Foto: @edsandrodesouzagomes)

Ao se aproximar da beira, mesmo com seu corpo colado na pedra, a sensação de queda é bem grande, então recomendamos que vá com bastante calma, apesar de não haver o risco de queda, se todas as instruções de segurança forem seguidas.

A vista é simplesmente monumental e com certeza vai ser uma das mais sensacionais que você vai ver na vida! Uma lembrança que vai estar sempre com você, pois é experiência indescritível!

Saindo da cachoeira por volta das 14h, seguimos a trilha em direção à portaria do parque, que fica na vila do Tabuleiro. No caminho, é possível admirar paisagens incríveis.

Um vale todo verdinho! (Foto: @cristravels)

Já quase chegando na portaria do parque, encontramos um belíssimo mirante, de onde já podemos ver o coração formado pela cachoeira do Tabuleiro.

Mais uma vez, a natureza surpreende! (foto: @cristravels)

Você vai saber que está chegando quando avistar um grupo de 3 casinhas amarelas, que é a portaria do Parque Municipal do Tabuleiro, onde é possível tomar banho e descansar depois de tanta aventura!

A portaria do Parque Municipal do Tabuleiro (Foto: @cristravels)

 

A parte baixa da Cachoeira

Se você fizer a travessia em 3 dias, terá a possibilidade de conhecer também a parte baixa da cachoeira, mas pra chegar lá, tem que encarar a descida de uma escadaria de mais ou menos mil degraus e, apenas pra chegar na base do Rio, pois depois ainda rola uma longa caminhada por entre as pedras (que estão sinalizadas com setas vermelhas), para chegar enfim ao poço da Cachoeira, que tem uma profundidade aproximada de 20 metros.

OBS: Se você entrar pela portaria do Parque municipal do Tabuleiro, você paga o ingresso no valor de R$ 10,00. Caso não saiba nadar, pode pedir emprestada uma bóia, que está incluída no ingresso.

A escadaria é linda, mas tem que aguentar o tranco da volta! Imagina só? (foto: @defernandezz)

Mas super vale a pena! olha só a visão dessa cachoeira! E como prêmio, você pode tomar um banho gelado e revigorante no seu poço. Não é demais!?

OBS: O poço tem profundidade de 20 metros, então não se arrisque se não souber nadar!

FFF
A parte baixa da cachoeira é um espetáculo! Foto: @defernandezz)

 

O poço da cachoeira tem profundidade de 20 metros. (Foto: @defernandezz)

Como informamos logo no começo do post, a melhor época para ir é na temporada de montanhas, pois na época das chuvas, o risco de tromba d’ água, faz a administração do Parque fechar o acesso na parte alta e baixa da cachoeira, então verifique sempre antes de ir. Você não vai querer perder toda a diversão, né?

O alerta para trombas d’ água, muito frequentes no verão. Se liga na visão! (Foto: @defernandezz)

Agradecimentos especiais

Os agradecimentos especias vão para a o Bruno Bambu, da @bambuaventura, que recebeu o grupo com toda simpatia e carinho que se pode imaginar, para o motorista Bicudão o “Bruto Demais” que foi o melhor piloto que poderíamos ter na Lapinha e para o nosso guia, o Ed, que conduziu essa aventura com toda a segurança e cuidado, nos passando informações valiosas sobre toda a região e principais pontos de interesse, fazendo jus à simpatia e à acolhida mineira.

Agradecimentos também à equipe Graver Rio (Instagram: @graverrio), que fez a conexão Rio de Janeiro x Minas Gerais, cuidou da logística e da segurança de cada participante, tornando viável essa aventura de sucesso!

Muito obrigada ao Bráulio Braga de Paula, que ajudou no mapeamento da área do parque, e me deu informações valiosas sobre cada ponto da região.

Curtiu?

E aí, curtiu a travessia? Acha que tem pique pra dar conta? Então desafie seus limites e venha visitar Minas Gerais para fazer a travessia Lapinha x Tabuleiro! É uma experiência para a vida toda!

Já compartilha esse post em todas as suas redes sociais e marca aquela road trip com toda a galera!

Chama a galera e vem pra Lapinha fazer a travessia! (Foto: @cristravels)

 

2 comentários em “As melhores trilhas do Brasil #10 – Travessia Lapinha x Tabuleiro – MG

  1. Que post maravilhoso! Coloquem em primeiro lugar na lista dos seus desejos, e com todas essas dicas será incrível e inesquecível.
    Cris, parabéns por compartilhar essa experiência espetacular com os seguidores do DCPM. ❤

    1. Amiga Linda! Eu que tenho que agradecer por Tudo! Por me ensinar tanto e com tanta generosidade, por ter paciência com as minhas fotos, pelo carinho e companhia, por prestigiar tudo o que eu faço! Amo! Beijocas mil e um abraço apertado! Cris -)

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