10 lugares que superaram todas as expectativas

Que viajar é tudo de bom, todos já sabem! Mas sempre tem aquele lugar que encanta mais que os outros, que te atrai de forma inexplicável e que supera todas as expectativas possíveis. Listei os meus 10 lugares que não esperei que fossem ser tudo o que foram!

1. Pompeia (Itália)

Particularmente não sou fã de excursões, mas para sítios históricos eu sempre curto ter um guia do lado para entender e conhecer todos os fatos. A ideia de ir à Pompeia surgiu quando pesquisei sobre a tragédia que ocorreu no ano 79.

Essa pequena cidade se localiza na baía de Nápoles, na Itália, próxima ao vulcão Vesúvio. O gás e as cinzas do vulcão cobriram toda a cidade matando todos os seres vivos que ali estavam. As cinzas se depositam sob uma superfície e depois de um tempo endurecem formando tipo uma pedra. Atualmente é um dos sítios arqueológicos mais famosos e intrigantes que existem.

O que fascina, apesar da tragédia, é o conhecimento tecnológico e as práticas sociais que, para a época, consideramos muito avançado. Tudo isso pode ser observado enquanto se caminha pelas ruas de Pompeia. Alguns exemplos são o teatro – o qual possuía uma arquitetura que amplificava o som da voz que quem estava no centro do palco -, o escoamento de esgoto direcionado nas ruas, e até mesmo um centro de lazer, com piscinas tanto de água gelada quanto de água quente.

Outra caraterística interessante é a quantidade de bordeis encontrados. Eles tinham pintados em suas paredes um “cardápio de posições” que o cliente poderia escolher. A teoria é que a cidade era ponto principal para atracar embarcações, com isso, muitos homens que falavam línguas diferentes não conseguiam se comunicar e utilizavam as imagens na parede para apontar seus desejos.

Um dos momentos mais tristes e de choque de realidade foi quando chegamos à área de exposição de algumas peças de gesso. Essas peças foram feitas a partir do espaço deixado pelos corpos que se decompuseram em baixo das cinzas. Proporcionando um molde preciso da posição em que estavam quando ouve a erupção. Não se sabe o número correto de vítimas que foram encontradas.

Apesar da tragédia e uma história comovente, Pompeia surpreende em vários aspectos e não poderia deixar de por ela na minha lista!

 

2. Budapeste (Hungria)

Cai nessa cidade de paraquedas! Foi uma das viagens que não havia planejado, estava mochilando pela Europa com uma amiga e, enfim, chegamos: Budapeste!

Um dos fatos curiosos que achei até um pouco engraçado é que a cidade é dividida em Buda e Peste pelo rio Danúbio. O lado Peste concentra os principais prédios do governo, os museus, igrejas e um famoso centro de compras. A arquitetura remete ao antigo império austro-húngaro, assim como nos demais países da Europa que conservaram a história pelas suas construções.

A principal ponte que liga os dois lados de Budapeste é a ponte Széchenyi. Diz-se que o lado de Buda é o lado rico, onde, além da galera cheia da grana, pairam o castelo e a igreja de São Matias. Desse lado também que se encontram algumas das famosas piscinas aquecidas.

Budapeste é uma cidade com alma jovem que atrai turistas de todos os cantos. Há diversos bares e festas por um valor abaixo do resto da Europa. Isso deve-se ao fato de que o Florim Húngaro (a moeda local) é menos valorizado que o Euro, tornando a estadia mais leve – por assim dizer.

Se joga nessa cidade que tem muitas opções para oferecer: com passeios culturais, free walking tours, bares e baladas, karaokês, piscinas aquecidas – que são ótimas no inverno -, e, claro, uma comida deliciosa.

3. Diani (Quênia)

Posso dizer que esse lugar foi uma das minhas maiores surpresas no quesito viagens. Quando falamos de África, Quênia e demais países africanos, de cara pensamos em safaris, animais selvagens, elefantes, leões e guepardos. Mas presta atenção: Diani é bem diferente!

Para início de conversa que Diani fica próximo da segunda maior cidade do Quênia, Mombasa. Localiza-se na costa leste africana, ou seja, praia! Sim, Diani é uma praia linda, de areia branca, mar azul e água perfeitamente deliciosa para o calor africano. Essa praia é cercada por resorts, portanto, não condiz com a realidade das comunidades quenianas.

Nesse mar é possível fazer passeios de snorkel e mergulhos com cilindros. A fauna aquática é tão rica quanto a terrestre que estamos acostumados a ver na televisão. Tive a oportunidade de ver tartarugas, raias, peixe-leão, lagostas e por aí vai. Em uma ilha pouco mais afastada ainda consegui tentei nadar com os golfinhos que apareceram durante nosso mergulho.

Da mesma forma que no safari terrestre os animais são selvagens, no aquático não é diferente! Sempre bom ter isso em mente.

Diani ainda é ponto de partida para os safaris no parque nacional de Tsavo East/West, que ficam em torno de 2h de distância. Na praia, também, é possível praticar alguns esportes radicais, como windsurf e voo de paraquedas.

Para aqueles que adoram uma boa conversa, como eu, os quenianos são as pessoas mais queridas. Adoram contar suas histórias, trocar informações sobre culturas, oferecem comidas típicas para provar, tudo isso com o maior sorriso no rosto.

Pode vir que aqui não tem tempo ruim!

4. Jaipur (Índia)

A índia muito conhecida pela cultura e pelas religiões. Eu fiz minha viagem com o objetivo de conhecer melhor as crenças e a história de uma pequena porção desse país.

Com certeza existem muitos lugares incríveis para visitar, por essa forma foi bem difícil decidir qual cidade me emocionou mais. Porém, Jaipur tem tanto a oferecer que não poderia deixar de ser ela. Conhecida como a cidade rosa por causa das paredes caiadas dessa cor, possui mercados ao ar livre, com comércio bem variado. O ritmo frenético é constante, nas vias transitam carros, motos, tuktuks, elefantes e um monte de vacas.

Uma curiosidade é que as vacas são consideradas sagradas, assim a presença delas é sinal de benção. Por isso, as pessoas dão alimentos e cuidam para que elas sempre voltem.

Fiquei somente dois dias, mas foi tão rico e maravilhoso que parece que fiquei mais tempo. Conhecemos o Palácio/Museu Albert Hall, construído pelo Marajá de Jaipur para comemorar a visita do Rei Jorge de Inglaterra; o Templo Lakshmi Narayna onde pudemos assistir a uma cerimônia Hindu; e ao Forte Amber, antiga Capital dos Marajás , situada a 12Km de Jaipur.

Desses lugares o mais encantador é o Forte Amber. Impressiona por ser um espaço com vegetação no meio do deserto; por ter ladrilho nas paredes formando desenhos; por ter jardim de inverno com as paredes repletas de espelho para refletir o sol, enquanto o jardim de verão possui um mecanismo arquitetônico que melhora a ventilação, deixando mais gelado. São muitos os fatores que fazem esse lugar entrar na lista de todos que passam por Jaipur.

5. Kyoto (Japão)

Seguindo pela Ásia, O japão foi um dos países que me surpreendeu por inteiro. Foram 9 dias indo de norte a sul, através do trem bala. Com toda a minha certeza, eu voltaria para esse país.

Mas vamos falar de Kyoto! Localizado a 465km de Tóquio, já foi por muito tempo a capital do país. Possui um astral leve e carrega consigo a essência da cultura japonesa. Dentre as principais atrações turísticas, eu ressalto o Fushima Inari Shrine. É dedicado a Inari, deus do arroz, e composto por mais de  10,000 portões ‘torii’, doados por companhias e empresas.

Apesar de ser um dos lugares mais bonitos que já visitei, não é muito famoso turisticamente, então, poucas pessoas transitam pelos milhares de portões. Sem contar que a entrada é gratuita!

Mas nem só de portões que vivem nessa cidade. O templo dourado, ou templo Kinkaku-ji, é uma construção onde guardam as relíquias de Buda. O parque ao redor é composto por vários jardins com vegetação típica e muito bem cuidada.

Tivemos problemas para chegar no templo. Não possui estações de metro nas proximidades, sendo acessada por ônibus ou outros transportes, como carro. Colocamos no mapa as estações de trem (sem saber dessa situação) e descemos na mais próxima – que mesmo assim era longe -, e a partir dessa atrapalhada toda que conheci uma senhora muito querida.

A comunicação no japão não é das mais favoráveis, então trate de trabalhar bem a sua mímica. Encontramos essa japonesa chegando em casa cheia de compras, aproveitamos para perguntar as direções (já que estávamos claramente perdidos), e com toda a paciência ela tentou explicar – em japonês – para nós. Obviamente ninguém entendeu e, percebendo isso, ela abriu a garagem dela e nos levou de carro até o templo. Se isso não foi o gesto mais lindo, não sei o que seria.

Os japoneses são um povo muito acolhedor que mesmo com as dificuldades da língua, não medem esforços para te ajudar.

6. Outback (Austrália)

A Austrália é um país com vegetação na sua borda e seu meio desértico. Conhecer o deserto da Austrália foi um ponto marcante para mim. A cidade base para a saída dos grupos ou até mesmo por conta própria, é Alice Springs, e na chegada já é visível a mudança dos ares. Pela ausência de postos de gasolina, preferi ir com uma excursão para não ter grandes problemas.

No meio de deserto se encontra o Uluru, uma grande pedra. exatamente, uma grande e enorme pedra. Sagrada para os aborígenes, cada formação esculpida pelo vento tem um significado para eles.

O que mais me cativou foi a experiência de dormir ao relento, com um céu incrivelmente estrelado, como nunca vi antes. Estrelas cadentes passando o tempo todo, as galáxias podendo ser vistas, um céu daqueles! Dormimos ao redor de uma fogueira, que nós mesmos montamos. Jantamos o que cozinhamos na brasa da fogueira. Vimos pôr do sol, nascer do sol, animais selvagens…

Estávamos muito distantes de qualquer tipo de civilização, no meio do nada. Sem luz elétrica, banheiros, restaurantes ou camas. Foi um dos melhores campings selvagens que já fiz.

Se você não é muito fã disso, não tem problema! Próximo ao Uluru existem alguns resorts e outras opções de estadias. Mas cá entre nós, se permitir sair da zona de conforto pode te abrir um céu de possibilidades.

Variação da cor do Uluru com o pôr do sol

7. Queenstown (Nova Zelândia)

Queenstown é famosa por ser a cidade dos esporta radicais, então já é de se esperar que vá ser uma trip magnífica. E se eu te disser que mesmo com as expectativas altas, ela consegue superar?

É uma micro cidade rodeada por montanhas na ilha sul da Nova Zelândia. Dentre os esportes radicais está o famoso Bungee Jump. A cidade possui 3: o Nevis, segundo maior do mundo; o Kawarau, o mais antigo; e o Ledge, com pulo livre.

Obviamente me atirei dos três. E que sensação, inexplicável, indescritível, única. Aquele arrepio na espinha vem com tudo, as mãos tremem, mas a tensão passa no segundo que os pés saem da plataforma. Apesar de ser um esporte caro, vale a pena escolher pelo menos um. A empresa que proporciona preza bastante pela segurança da galera. E olha que a faixa etária é bem variada! Vi crianças e idosos pulando, então não tem desculpa!

Além de toda essa adrenalina, a cidade ainda tem outros passeios mais tranquilos. Possui uma pista de patinação, um jardim botânico a beira do rio que passa na cidade, uma hamburgueria super famosa (e gostosa) que vale a pena ir comer também. Gosto de brincar que a aparência de Queenstown lembra bastante a de Gramado, aqui na serra gaúcha, mas com as montanhas ao redor e a neve.

Bora dar um pulinho, lá?

8. Quebec (Canadá)

A província de Quebec é a maior do País,  totalizando 1.700.000 Km².  Teve origem em 1608, com a chegada do explorador francês Samuel de Champlain. Devido à perpetuação francesa nesse lugar, até hoje a principal língua falada é o Francês.

Minha passagem por essa cidade foi curta, apenas passamos o dia. Fui em fevereiro, no auge do inverno. Nessa época pode ser visitado o Hotel de Gelo. Da para acreditar que tudo o que tem lá dentro é feito de gelo? As camas, cadeiras, mesas, bar, paredes, colunas, tudo! nem preciso dizer que é bem frio la dentro, né?

É possível se hospedar, mas o preço é bem salgado. Sem falar das orientações para que ninguém morra congelado. Um certo medinho, não?

Nessa época também pegamos o carnaval deles. Bem diferente do nosso, nem é possível comparar. Mas a cidade monta decidas de neve para escorregar com botes, expõe esculturas de gelo, música e comida. Mesmo diferente do nosso, o astral é tão alegre quanto.

9. Cusco (Peru)

Localizada a 3.399  metros acima do nível do mar, Cusco é a cidade base para quem segue viagem à Macchu Picchu. Sem pressa, vale muito ficar uns dias para conhecer melhor.

A cidade foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, e com razão. a cidade se concentra ao redor da praça principal, porém cada ruela possui uma mágica, que te faz sentir pertencer àquele lugar.

Uma das maiores preocupações é a altitude, muito fácil passar mal e estragar toda a viagem. Por isso, comprei a passagem de Lima para Cusco a tarde. Chegando lá, fui direto para o hostel e fiquei sentada apreciando a vista do centro com o cair da noite. O chá de coca também auxilia bastante, eles deixam a disposição do hóspede para se servir quantas vezes precisar.

A noite ainda me arrisquei a caminhar um pouco até um restaurante para jantar. Fiquei impressionada com a delícia das comidas peruanas, com o ambiente tanto do restaurante quanto da rua. A sensação de estar em casa predominava.

Antes de dormir tomamos um paracetamol, que foi recomendado por outros viajantes. No dia seguinte, partimos a bater perna para cima e para baixo, não sentindo os efeitos da altitude. Cusco fica no meio das montanhas, então é comum subir e descer o tempo todo.

O mais impressionante é o jeito que a cidade te acolhe, te abraça. Não da vontade de sair.

10. Disney (Estados Unidos da América)

Se engana quem pensa que a Disney é só para crianças. Eu fui conhecer com 20 anos, junto com a minha irmã (10) e minha mãe (50). A emoção de ver os personagens os quais crescemos assistindo é sem explicação. Conhecer as princesas, os vilões, tirar fotos e até pedir autógrafos.

Contudo, o parque possui infraestrutura enorme, com montanhas-russa que da frio na barriga. Brinquedos para todas as idades, temáticos, interativos, que libertam a criança dentro de cada um de nós.

Conheço muitas pessoas que falam que a Disney é batido e que preferem conhecer outros lugares. Não julgo (talvez um pouco), mas a proposta de viagem é totalmente diferente que não hã comparação. É um lugar que tu vai para brincar, rir, ver espetáculos, se emocionar. Não tem passeio cultural, imersão na história ou voltar no tempo. A Disney é o agora, é o que tu esta experimentando, imaginando, sonhando, naquele momento.

Dessa forma, termino essa lista esperando ter atiçado a curiosidade e o espírito viajante de cada um!

 

 

Dominique Rubenich

Gaúcha, 25 anos, formada em Biomedicina. Viajante pelo mundo, já tive a oportunidade de desfrutar das belezas de 26 países e pretendo aumentar ainda mais esse número. Amante de novas descobertas, culturas diferentes e pessoas cheias de histórias. Dizem que quem não viaja lê apenas uma página, não é? Bora ler o livro todo!

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